Algumas atividades precisam ser evitadas durante o estímulo ovariano para evitar complicações e possibilitar uma boa qualidade dos óvulos no momento da coleta
A estimulação ovariana é uma das etapas mais importantes da fertilização in vitro (FIV). Nesse período, a paciente utiliza medicações hormonais para estimular o crescimento de múltiplos folículos, possibilitando a coleta de mais óvulos em um único ciclo.
Como há um controle rigoroso do ciclo por meio de medicamentos, exames de sangue e ultrassonografias, muitas pacientes se preocupam sobre o que evitar durante a indução hormonal para a FIV.
Embora boa parte da rotina possa quase sempre ser mantida, alguns comportamentos devem ser ajustados. Por isso, entender o que evitar durante a indução hormonal para a FIV é fundamental para preservar a qualidade dos óvulos, reduzir riscos, evitar interferências no tratamento e possibilitar uma boa coleta.
Índice
Atividade física intensa
Durante a estimulação ovariana, os ovários aumentam de tamanho devido ao crescimento de vários folículos, o que altera temporariamente a anatomia pélvica e pode causar sensação de peso abdominal, distensão e sensibilidade. Por esse motivo, ao pensar sobre o que evitar durante a indução hormonal para a FIV, a atividade física intensa está entre os principais cuidados.
Exercícios de alto impacto, como corrida, crossfit, treinos intensos de musculação ou atividades com saltos, podem aumentar o risco de desconforto e, em casos raros, de torção ovariana, uma complicação em que o ovário gira sobre o seu próprio eixo.
No entanto, isso não significa que a mulher precisa ficar sedentária. Caminhadas leves, exercícios suaves e atividades de baixo impacto geralmente são possíveis, desde que autorizadas pelo médico. A análise deve ser individual, uma vez que as respostas ao estímulo variam em cada paciente.
Bebida alcoólica
O consumo de álcool é outro ponto de atenção quando falamos sobre o que evitar durante a indução hormonal para a FIV. Como o álcool interfere no metabolismo hepático, ele impacta diretamente o equilíbrio e a absorção dos medicamentos hormonais pelo fígado.
Além disso, o consumo frequente de bebidas alcoólicas pode piorar a qualidade dos óvulos, o que reduz as chances de sucesso dos tratamentos de reprodução assistida. Por isso, a orientação mais segura dada a qualquer paciente que passe pela estimulação ovariana é evitar completamente a substância.
Fumar cigarros e “vapes”
O tabagismo é um dos fatores de maior impacto negativo, não somente quando pensamos sobre o que evitar durante a indução hormonal para a FIV, mas na fertilidade como um todo. Por isso, durante todo o tratamento, o ato de fumar deve ser evitado, inclusive por meio de dispositivos eletrônicos, como os “vapes”.
As substâncias tóxicas presentes nesses produtos aumentam o estresse oxidativo e prejudicam a vascularização ovariana, impactando diretamente a qualidade dos óvulos. Assim, mulheres fumantes podem apresentar uma resposta ovariana reduzida, com necessidade de doses maiores de medicação.
Além disso, o uso dos chamados “vapes” não é considerado uma alternativa segura em nenhuma hipótese. Mesmo que sejam eletrônicos, esses dispositivos liberam nicotina e outras substâncias potencialmente prejudiciais ao sistema reprodutor.
Automedicação
A automedicação é um dos pontos mais preocupantes ao falar sobre o que evitar durante a indução hormonal para a FIV. Durante a estimulação, o equilíbrio hormonal é precisamente controlado por medicamentos específicos. Por isso, qualquer substância externa pode interferir nesse processo.
Nesse sentido, é importante evitar o consumo de qualquer medicamento, mesmo aqueles considerados “naturais”, sem que haja orientação médica. Entre eles, os que mais devem ser evitados são:
- Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides;
- Analgésicos comuns;
- Chás “naturais” com efeito hormonal;
- Medicamentos fitoterápicos com ação sobre o ciclo menstrual;
- Antibióticos;
- Suplementos vitamínicos ou antioxidantes não prescritos pelo especialista;
- Fórmulas manipuladas.
Se a paciente precisa tomar algum medicamento de forma contínua, a recomendação é que não se suspenda seu uso sem orientação médica. Nesses casos, o ideal é informar a questão ao médico para que seja decidido sobre a adaptação das dosagens ou a suspensão do medicamento.
Relações sexuais sem orientação médica
Muitas pacientes questionam se podem manter relações sexuais ou se essa ação também está entre o que evitar durante a indução hormonal para a FIV. A resposta, na verdade, depende do protocolo individual.
Em todos os casos, a orientação é de manter abstinência próximo à data da coleta dos óvulos. Já em casos específicos, pode haver a necessidade de evitar relações sexuais em outras fases exatas do ciclo. Ou seja, podemos dizer que sim, relações sexuais sem orientação médica estão entre o que evitar durante a indução hormonal para a FIV.
Outro ponto relevante a ser mencionado é que, a depender do caso, ainda que a relação sexual possa ser liberada em determinados momentos do tratamento de estimulação ovariana, é importante ter atenção a possíveis desconfortos e ao risco de torção ovariana. Por isso, a relação precisa ser leve e cuidadosa.
Fontes:
Mater Prime
Associação Brasileira de Reprodução Assistida
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia





